#096 - O equilíbrio verdadeiro

Enviado por Lucca Moreira | 18 de Março de 2025

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Tempo de leitura: 6 minutos

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O que vamos explorar hoje?

  • A necessidade de sairmos da rotina e como sair dela de uma forma positiva;

  • Os dois tipos de lazeres e como lidar com cada um, seguindo o que você sente;

  • A essência do equilíbrio, compreendendo não apenas como alcançá-lo, mas descobrindo profundamente sua razão de ser em nossas vidas.

Reflexões que trouxe de Ilha Grande

No fim de semana, viajei para Ilha Grande com um grande amigo (tamo junto Hugão!) e fizemos uma programação bem diferente do que eu costumava considerar uma viagem.

Não bebemos, não fomos para festas, não acordamos tarde e, o mais curioso, não sentimos falta de nada disso.

Na volta, conversando com ele, me veio um pensamento que gostei muito: existem dois tipos de lazer, mas apenas um deles traz um resultado de soma positiva.

A verdade é que o ser humano não consegue viver a vida inteira apenas de trabalho e uma rotina rígida. Alguns talvez defendam essa possibilidade, mas eu não acredito. As memórias mais marcantes geralmente vêm de momentos fora da rotina.

Nem mesmo Elon Musk consegue se manter 100% focado no trabalho. Ele joga diversos jogos online e, provavelmente, passa mais tempo do que deveria no X (Twitter).

Isso faz parte do equilíbrio que muitos defendem. Mas o que percebi nessa viagem é que existem dois tipos de lazer: os que nos fazem crescer e os que nos deixam estagnados.

Exaustos por passar 04:30 andando no escuro em trilhas fechadas mas aproveitando o pico mais alto de Ilha Grande no nascer do sol (982m)

Entendendo meu equilíbrio

Fazer essa viagem com caminhadas, dormir cedo, me alimentar bem e colocar o esporte como o objetivo principal me fez infinitamente mais feliz do que as viagens que costumava fazer.

As festas, a bebida, as conversas vazias eram legais na hora, mas sempre deixavam um vazio — e, nesse vazio, a tendência era intensificar ainda mais esse ciclo. Era uma sequência de cansaço, ansiedade e, claro, algumas risadas, mas que não compensavam.

Hoje, vejo que meu equilíbrio envolve descansar e viajar, mas para fazer algo que enche minha mente de forma positiva. Qualquer que seja o destino, quero que envolva um desafio. Viajar para correr, praticar kitesurf, snowboard ou até fazer um curso de paraquedismo (meu sonho de infância).

Isso não é uma regra, meu objetivo é apenas instigar a reflexão.

Lembro de como, no passado, assim que a ressaca começava, eu me sentia mal e, para compensar, me escondia atrás de mais bebida e outras distrações. No último dia de viagem, chegava exausto, louco para voltar para casa e com a sensação de que não queria estar ali.

O ponto é: nós mudamos, e o que nos faz bem também pode mudar. Você não precisa manter um hábito só porque ele já fez sentido no passado.

Até hoje, ainda estou me sentindo bem por causa dessa viagem. A dopamina de fazer algo difícil é muito mais duradoura.

Dessa vez, não cheguei triste e cansado, não cheguei desesperado com nada. Conhecemos pessoas incríveis, rimos muito e aproveitamos cada momento sem precisar de nada além do que estávamos vivendo.

Me desafiar = estar feliz

Felizmente, ou infelizmente, não sei dizer ao certo (rs), eu sinto que enquanto estou me desafiando, estou no caminho certo.

Isso vale para Ilha Grande, para a meia maratona, para o triatlo, para a maratona e para o trail run que vou correr em abril. São esses momentos que me fazem bem, que me dão energia para dias, até semanas.

Meu lazer é desafiador, e pode ser por loucura, mas estou feliz demais com isso.

Talvez viver assim não seja para você — e está tudo bem. Mas encontre um equilíbrio verdadeiro, e não um falso equilíbrio, aquele que nos empurramos todo fim de semana.

O Hugo, enquanto conversávamos sobre isso, me disse:

"Eu entendo seu ponto, mas, para mim, equilíbrio é diferente. Ainda saio e vou para festas, mas só quando realmente quero. Quando sinto que hoje é um dia que faz sentido sair."

E não tem problema! Cada um encontra seu próprio equilíbrio. Mas ele atingiu o dele porque refletiu sobre isso, entendeu que não precisa ser sempre, que não precisa ser um padrão. Hoje, isso acontece uma vez por mês.

Agora vamos ser sinceros…

E aqui fica minha provocação para quem estiver lendo:

Beber todo fim de semana, não aguentar passar uma noite sozinho em casa vendo um filme, acordar de ressaca de sexta a segunda, voltar de madrugada todos os dias… Isso é equilíbrio entre vida e trabalho?

Eu duvido que a resposta seja sim.

Isso não é equilíbrio. É um ciclo que mascara e esconde os verdadeiros problemas.

Ao invés disso vamos sair, mas vamos fazer esporte, vamos nos desafiar e de vez em quando descansar também, isso é equilíbrio.

“Seja moderado para saborear as alegrias da vida em abundância.”

É só isso que estou dizendo: moderação de verdade, baseada no que você realmente sente.

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Até a próxima,

Lucca Moreira,

Co-Founder Insight Espresso