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#087 - Saber se fazer feliz, conexões vs autonomia e longo prazo

Enviado por Lucca Moreira | 14 de Fevereiro de 2025

#087 - Saber se fazer feliz, conexões vs autonomia e longo prazo

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Tempo de leitura: 6 minutos

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O que vamos explorar hoje?

  • 1 lição que aprendi com a minha mãe para nos fazermos felizes;

  • 1 conceito sobre a importância do paradoxo entre as necessidades de termos autonomia e buscarmos conexões;

  • 1 história de Kobe Bryant para refletirmos o que significa jogar para o longo prazo;

  • 1 indicação de um ótimo filme para o fim de semana.

Ser capaz de se fazer feliz

Essa é uma lição que aprendi com a minha mãe, a Redas, desde muito novo.

A Redas tem a incrível capacidade de se adaptar a qualquer situação, algo que sempre admirei nela. Quando vi isso de forma mais clara foi quando meus pais se mudaram para Mossoró.

No meio da pandemia, meu pai trabalhava muito no shopping que gerenciava, e ela ficava presa dentro de casa, em uma cidade que não tinha quase nada para fazer.

Eu diria que muitas pessoas, na situação em que ela estava, surtariam. Minha mãe, não. Ela começou a ler mais, pintar e até aprendeu a falar francês sozinha. Admirável.

Talvez não tenha sido a época mais feliz da vida dela, mas conversei muito com ela nesse período e, feliz, ela estava.

Ela sempre foi assim. Independente das dificuldades, dos desafios e dos problemas que enfrentamos como família, sua energia sempre se manteve lá no alto, motivando todos nós a continuar.

Eu levo muito isso para o coração... A única pessoa capaz de nos fazer felizes somos nós mesmos, com nossas atitudes e nossa forma de enxergar o mundo.

Enquanto haverão bilionários miseráveis e monges que vivem nas florestas sem nenhuma posse material extremamente felizes, acredito que nós podemos encontrar a nossa felicidade nesse meio termo.

Além disso, ser feliz não quer dizer não sentir tristeza. Ser feliz é um estado; sentir tristeza ou felicidade é uma emoção.

Todos nós teremos momentos de tristeza e angústia, mas não precisamos viver em um estado de tristeza permanente. A chave está em buscar gratidão e paz para lidar com toda e qualquer situação que enfrentamos.

A felicidade não pode ser alcançada, possuída, conquistada, usada ou consumida. A felicidade é a experiência espiritual de viver cada minuto com amor, graça e gratidão.

- Denis Waitley.

Conexão vs autonomia

Muitos estudiosos de antropologia, sociologia e psicologia defendem que o ser humano possui duas grandes necessidades quase paradoxais:

  • Precisamos da nossa autonomia.

  • Precisamos ter conexões.

O interessante é que, por serem paradoxais, nossa capacidade de aprender a sacrificar uma é extremamente importante para atingir a outra.

Aí eu te pergunto: qual deveríamos sacrificar mais?

Depende dos nossos objetivos e do que estamos buscando na vida. Porém, se olharmos para o sucesso em qualquer carreira ou oportunidade, o denominador comum é um maior sacrifício de conexões para se atingir mais autonomia.

E por quê? Minha visão é que, na autonomia, desenvolvemos nossas capacidades. Sem ela, nunca criamos os hábitos e a confiança para internalizarmos isso no fundo da nossa alma.

Stephen Curry não conseguiria ser o melhor arremessador de três pontos da história da NBA se não estivesse disposto a ficar horas na academia treinando. Para ficar horas na academia, ele precisou sacrificar conexões.

Elon Musk não conseguiria gerir mais de cinco empresas bilionárias e nos levar para Marte se não estivesse disposto a passar menos tempo com seus 13 filhos. Sacrifício de conexões

Donald Trump (goste ou não dele) não teria chegado à presidência dos Estados Unidos se não tivesse abandonado uma vontade inerente do ser humano: ser apreciado pelas pessoas. Sacrifício de conexões.

E aqui não há uma conclusão definitiva como "sacrifique as conexões se quiser sucesso" ou "elimine todas as conexões para atingir sucesso", até porque conexões são parte importante do processo.

Para mim, o problema está em viver apenas pelas conexões, em buscar constantemente o calor humano. Pois, nessa busca, perdemos o principal denominador para desenvolvermos nossas capacidades: a autonomia.

Jogar para o longo prazo

Quando Kobe Bryant tinha 12 anos, ele jogou uma temporada de 25 jogos de basquete sem marcar um único ponto.

Nem um lance livre, nem um rebote de sorte, nem uma bandeja de fuga — nada. “Eu era terrível”, disse ele. “Péssimo.”

Perguntado se foi naquela temporada que ele começou a desenvolver sua lendária ética de trabalho, Kobe disse: “Não. Acho que foi quando a ideia de ter uma visão de longo prazo se tornou importante”.

“Eu não era o mais atlético, então tive que olhar para o longo prazo. Como eu não ia desistir do jogo, eu disse: 'Ok, este ano eu vou melhorar nisso. No ano que vem, naquilo'. E assim por diante. E, pacientemente, fui melhorando... Foi peça por peça. Foi a consistência do trabalho: segunda-feira, melhorar. Terça-feira, melhorar. Quarta-feira, melhorar. Se você fizer isso durante um longo período de tempo — três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez anos — você chega aonde quer ir.”

Lá no começo da Insight, eu escrevi uma edição falando sobre as 20 primeiras horas e a importância de superá-las, porque podemos ficar significativamente bons em quase tudo com 20 horas de prática contínua.

Agora, imagina 40 horas, 100 horas, 1.000 horas?

Jogar para o longo prazo é isso: aparecer todos os dias pensando sempre "nu, ano que vem eu vou estar bom demais nisso aqui".

Eu gosto muito de uma frase de Alex Hormozi que diz: “Você começa a ficar bom em algo muito tempo depois daquilo se tornar chato e rotineiro”.

"Ah, mas viver fazendo esporte eu conseguiria treinar todo dia também..."

Será mesmo? Eu já vivi para competir e saí do esporte odiando cada parte dele. Esporte toma tudo que você tem, porque cada minuto a mais de treino é um segundo de vantagem na competição.

E isso vale para qualquer trabalho, só é menos romantizado.

Busque fazer algo até ficar chato, depois faça 20, 30, 40 vezes mais. É assim que se fica bom.

1 Filme: Os Rejeitados

Onde assistir: Prime Video

Nota IMDB: 7.9

Durante as férias de Natal, o professor mal-humorado Paul Hunham (Paul Giamatti) é designado para supervisionar Angus Tully (Dominic Sessa), um aluno inteligente que fica sem lugar para ir no final do ano e acaba preso na escola.

Juntos, ao lado de Mary Lamb (Da'Vine Joy Randolph), a cozinheira da escola que enfrenta o luto pela perda de seu filho no Vietnã, eles formam um vínculo inesperado que transforma a vida de cada um.

Levando em conta o primeiro tópico de hoje, é um filme que trabalha muito a ideia de felicidade e que ela pode ser encontrada em qualquer lugar.

O filme explora temas de solidão, amizade e redenção, mostrando que conexões genuínas podem surgir nos momentos mais improváveis.

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Até a próxima,

Lucca Moreira,

Co-Founder Insight Espresso