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#073 - Condicionamento, frustrações internas e princípios estoicos

Enviado por Lucca Moreira | 27 de Dezembro de 2024

Condicionamento, frustrações internas e princípios estoicos

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Tempo de leitura: 7 minutos

Recado importante

Não tivemos Insight na terça-feira dessa semana porque fui assaltado na quinta passada e  perdi celular e laptop entao não consegui recuperar todas as minhas contas a tempo.

Estou triste por ter falhado pela primeira vez porém foram circunstâncias extraordinárias.

O que vamos explorar hoje?

  • 6 princípios para praticar o estoicismo e viver uma ótima vida;

  • 1 pergunta de James Clear para encararmos uma conversa difícil porém necessária;

  • 1 ideia original sobre condicionar nossa mente para estarmos sempre preparados;

  • 1 indicação de um ótimo filme para o fim de semana.

6 princípios para praticar o estoicismo

Ganhe da manhã

"Cuide muito bem da parte inicial de seu dia, e o resto do dia praticamente cuidará de si mesmo. Seja dono da sua manhã. Eleve sua vida."– Robin Sharma

Foque no que você consegue controlar

"A principal tarefa na vida é simplesmente esta: identificar quais eventos são coisas externas que não estão sob meu controle. E quais assuntos são minhas escolhas, aquilo que eu realmente posso controlar. Onde, então, procuro o bem e o mal? Não nos assuntos externos incontroláveis, mas dentro de mim, nas escolhas que são minhas."– Epicteto, Discursos

Não sofra por problemas imaginários

"Sofremos mais na imaginação do que na realidade."– Sêneca

Veja sucesso e fracassos da mesma forma

"O fracasso deve ser nosso professor, não nosso coveiro. O fracasso é um atraso, não derrota. É um desvio temporário, não um beco sem saída. O fracasso é algo que só podemos evitar se não dissermos nada, não fizermos nada e não formos nada."– Denis Waitley

Faça algo todos os dias

"Você pode se perder com um pequeno compromisso de cada vez. Você pode se transformar em uma pequena vitória de cada vez."– James Clear

Seja duro consigo mesmo e compreensivo com os outros

"Seja tolerante com os outros e rigoroso consigo mesmo."– Marco Aurélio, Meditações

Iniciar o ano mais leve

“Do que você costuma se queixar silenciosamente em sua cabeça e com quem você precisa realmente discutir suas frustrações?”

- James Clear

Muitas vezes achamos que é sinal de coragem suportar coisas que outras pessoas fazem e que nos frustram. Pensamos que falar sobre o que nos incomoda é errado e falta de educação.

Porém, se você não falar, como a outra pessoa vai saber? As pessoas entendem ações, mas muitas vezes essa é uma conversa difícil e necessária. Mesmo que a pessoa não concorde, ela pode entender sua frustração e assim iniciar o processo de resolver a situação.

Viver com a frustração, por outro lado, é um caminho fácil, mas que, com o tempo, irá destruir relações.

Nossa mente inconsciente tem diversas formas de expressar frustração. Quanto mais seguramos, mais indiretas as ações vão ficando...

E essas ações são as que machucam de verdade, muito mais do que palavras sinceras.

Aproveite o Natal, o momento de estar com a sua família, e encare a conversa difícil.

Essa é a forma mais direta de garantir que:

  1. A pessoa saiba e consiga entender seu lado.

  2. Você acalme sua mente inconsciente, evitando buscar formas indiretas de equilibrar essas frustrações.

Condicionamento positivo da mente

No documentário Free Solo, há uma cena em que uma equipe de neurocientistas faz uma ressonância magnética e conclui que o cérebro de Alex Honnold (escalador profissional) reage de forma anormal ao medo.

Acho isso irritante”, disse Honnold mais tarde. “Passei 25 anos me condicionando para trabalhar em condições extremas, então é claro que meu cérebro é diferente, assim como o cérebro de um monge que passou anos meditando ou de um motorista de táxi que memorizou todas as ruas de uma cidade seria diferente.”

Antes de Honnold escalar o El Capitan – uma parede rochosa de 915 metros em Yosemite – sem uma corda, ele conta “eu dirigia até Yosemite, olhava para a parede e pensava: 'De jeito nenhum. Muito assustador.’”

Então, “para expandir gradualmente minha zona de conforto”, disse ele, escalou o El Cap centenas de vezes com uma corda, aclimatando-se à escalada e fazendo com que a resposta ao medo se estabilizasse e depois diminuísse com o tempo.

Com esse alongamento progressivo, Honnold se condicionou e, em 3 de junho de 2017, ele se tornou a primeira pessoa a escalar o El Cap sem uma corda.

Essa segunda-feira estava falando sobre a minha rotina e as coisas desconfortáveis que estou fazendo este ano, e um amigo falou:

"Vocês já perceberam que tudo que o Lucca fala que começou a fazer ele depois complementa com 'eu faço exatamente por ser chato'... Que tortura, pra que viver assim?"

E usando do conhecimento atemporal de Honnold, é para me condicionar a fazer coisas desconfortáveis e difíceis.

Quanto mais eu faço, mais estou mudando meu cérebro para suportar e achar tranquilo os desafios…Mais estou condicionando meu cérebro a buscar gratificação duradoura em vez da instantânea.

Ou seja, cada banho gelado, cada meditação, cada corrida – coisas que, depois de passar os momentos iniciais, geram extrema satisfação – estão me condicionando para suportar o difícil.

Depois de um tempo, toda vez que um grande problema surgir, vou querer fazer porque estarei atrás da recompensa e já estarei acostumado com o desafio.

“Você não se eleva ao nível de suas metas. Você cai para o nível de seus sistemas.”– James Clear, Atomic Habits

Monte sistemas que te condicionem a aguentar mais tempo sem resultados, a aguentar mais coisas chatas, a suportar mais dor.

Quando o momento chegar e você precisar escalar sem corda, vai estar calmo e pronto para fazer o que precisa ser feito.

1 Filme: Simplesmente amor

Onde assistir: Apple TV ou Youtube (aluguel)

Nota IMDB: 7.4

Em Simplesmente Amor, várias histórias de amor se entrelaçam, mostrando que o amor está presente nas formas mais inesperadas e imperfeitas. Entre altos e baixos, risos e lágrimas, o filme revela que, apesar dos desafios, o amor sempre encontra um jeito de florescer.

Uma reflexão tocante sobre como o amor, em todas as suas formas, é o que realmente nos conecta e dá sentido à vida.

É um filme perfeito para a época natalina e para assistir com toda a família. Mesmo tendo que pagar para alugar, vale a pena, eu prometo.

Até a próxima,

Lucca Botelho,

Co-Founder Insight Espresso