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#072 - Repetições, pensamento condicional e auto convencimento
Enviado por Lucca Moreira | 19 de Dezembro de 2024
Repetições, pensamento condicional e autoconvencimento
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Tempo de leitura: 7 minutos
O que vamos explorar hoje?
1 frase de James Clear que explica de forma brilhante o cuidado que temos que ter com as repetições que praticamos;
1 ideia de David Whyte sobre o que é o pensamento condicional e impacto que ele têm em nossas vidas;
1 ideia original nossa sobre a importância de desenvolver o autoconvencimento;
1 indicação de um ótimo filme para o fim de semana.
Duas regras simples
“Você fica bom no que você pratica. Tudo é treino…
Olhe ao seu redor e você vai ficar surpreso com o que as pessoas estão "praticando" todos os dias. Se você considerar cada momento uma repetição, o que a maioria das pessoas está treinando o dia inteiro?
Muitas pessoas praticam ficar com raiva nas redes sociais. Outras praticam a sutil arte de notar como as pessoas se aproveitaram delas. Mais ainda, algumas treinam a incrível habilidade de fazer planos (e nunca colocá-los em prática). Mas, é claro, não precisa ser assim.” - James Clear
Hoje em dia, acredito que o que me faz continuar fazendo coisas que não gosto ou que incomodam é exatamente essa reflexão do James Clear.
Essa ideia muda a perspectiva para algo mais rotineiro, paramos de depender de atingir grandes conquistas para nos motivarmos. Toda repetição conta, e toda repetição nos deixa um pouco melhores do que antes.
Trazendo uma reflexão minha, pensando na vida como esse treino constante, toda repetição tira um pouco de energia, e nossa energia é finita...
Portanto, por mais que não pareça, a repetição de ficar discutindo nas redes sociais está tirando sua energia da mesma forma que uma repetição de leitura tiraria. Porém, somente uma delas contribui para a nossa evolução.
O que você está praticando? Sua energia, que é finita, está sendo gasta nas coisas que importam?
Pensamentos condicionais
Na cauda do sentimento de que deveríamos ter feito algo anos atrás, está o sentimento de que o faremos daqui a alguns anos.
É a isso que o poeta David Whyte se refere como “trabalhar em uma dinâmica de condicionalidade”:
“Vou alcançar minha felicidade quando terminar este projeto...
Farei o que realmente quero quando as crianças terminarem a escola...
Farei a mudança quando a casa estiver quitada, quando estiver em um relacionamento melhor, quando tiver essa quantia de dinheiro no banco, quando estiver aposentado.”
O pensamento condicional pode afundar a pessoa cada vez mais no pântano. Ele atrela nossa felicidade a algo no futuro, o que nos faz perder o prazer do presente.
Joe Dispenza fala muito sobre isso. Para chegarmos a um estado de meditação que vai ecoar em mudanças verdadeiras, precisamos nos desprender do passado e do futuro. É somente no presente que agimos.
Você pode estar trabalhando 15 horas por dia, ganhando pouco, e ainda assim estar realizado, feliz. Da mesma forma que você pode ser milionário, não precisar trabalhar, e ser miserável.
O que não quer dizer que não devemos pensar no futuro, mas que não precisamos condicionar algo a ele. Viva sua felicidade agora, junte o dinheiro que precisa agora e construa o futuro que você quer. Um independe do outro.
O que na sua vida você está usando como pensamento condicional e que você pode começar agora a construir?
Ligando ao tópico acima, lembre-se do que você está praticando no dia a dia. A mudança começa aí.
Autoconvencimento para mudar
No processo de melhoria diária, você precisa, acima de tudo, convencer a si mesmo de que está no caminho certo. Todos ao seu redor não vão entender até que eles mesmos comecem esse caminho.
Na semana passada, estava conversando com um grande amigo na festa de final de ano da empresa.
Ele está buscando mudanças na sua vida e conseguiu ficar 3 meses deste ano sem vícios, cortou tudo. Após os 3 meses, ele acabou voltando e estava batendo esse papo comigo.
Perguntei:
"Hoje que você voltou a fazer as coisas, você lembra o que sentiu nos 3 meses?"
Ele respondeu:
"Lucca, foram os melhores 3 meses da minha vida."
Então falei para ele:
"É isso. Você ainda é novo e provavelmente vai conseguir lidar com todos os seus vícios, mas enquanto não encontrar a força para iniciar essa mudança novamente, lembre-se sempre, quando puder, do que você sentiu nesses 3 meses."
Mudar é um desafio muito particular: enquanto você vive o processo, é difícil perceber o quanto está melhorando. Agora, imagine como é ainda menos evidente para as pessoas ao seu redor.
Eu só fui perceber o quanto estava mais feliz depois de parar de beber, uns 3 meses após a mudança.
Até hoje, as pessoas ao meu redor acreditam que estou sacrificando as festas, o álcool e os vários momentos...
E eu respeito a visão deles, porque, se estivesse do outro lado, estaria pensando o mesmo.
Mas, sendo sincero, já parou de ser um sacrifício há MUITO TEMPO não beber. Diria que lá em março... E se tornou um verdadeiro prazer viver essa nova vida.
Agora, eu só sei disso porque vivi. Se não tivesse vivido, tenho certeza de que concordaria com todos.
É exatamente por este motivo que o autoconvencimento é chave. O momento em que algo para de ser um sacrifício passa batido, está no dia a dia...
Então, até chegar lá, contando que ninguém vendo de fora vai entender, você se mantém no processo pelo simples e puro autoconvencimento.
1 Filme: Ford v Ferrari
Onde assistir: Prime
Nota IMDB: 8.1
Ford v Ferrari narra a história real de Carroll Shelby (Matt Damon) e Ken Miles (Christian Bale), que enfrentam desafios enormes para criar um carro capaz de derrotar a Ferrari nas 24 Horas de Le Mans de 1966.
Assim como na frase de James Clear, eles mostram que a excelência é fruto da prática constante. Enquanto muitos desperdiçam tempo, Shelby e Miles dedicam-se intensamente, transformando cada momento em treino rumo à vitória.
Este filme inspira ao destacar que grandes conquistas são resultado de dedicação e esforço contínuos.
Até a próxima,
Lucca Botelho,
Co-Founder Insight Espresso