#052 O fim de uma era, desacelere e olhos curiosos

O fim de uma era, desacelere e olhos curiosos

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Tempo de leitura: 7 minutos

O que vamos explorar hoje?

  • 1 reflexão sobre o fim de um era incrível para o tênis profissional;

  • 1 frase de Sahil Bloom para mostrar o poder da desaceleração;

  • 1 ideia original nossa sobre o olhar curioso;

  • 1 indicação de um ótimo filme para o fim de semana.

O fim de uma era

Ontem (10/10), Nadal se aposentou do tênis profissional. Eu amo o esporte e acho incrível pensar que consegui acompanhar praticamente toda a sua carreira. Sendo canhoto, ele foi um dos meus ídolos, talvez o primeiro de todos.

Um batalhador nato, Nadal me ensinou, desde novo, a lutar com cada fibra do meu corpo, a não desistir de nenhum ponto e a seguir lutando mesmo quando as coisas estão difíceis e parecem impossíveis.

E por mais duro, por mais exigente que Nadal fosse com ele mesmo, no seu vídeo de despedida, ele disse algo que venho notando nas falas das pessoas que conquistaram muito na vida: "Eu sou extremamente sortudo por todo o sucesso que tive. Jamais imaginei esse nível de sucesso e conquistas que atingi."

Como um leitor ávido de biografias, vi praticamente essas mesmas palavras sendo faladas por Jeff Bezos, Elon Musk, Roger Federer, Phil Knight, Jordan Peterson, e por aí vai...

A grande lição que tiro disso é: fazer é a verdadeira recompensa. Tentar, se arriscar, suar para conquistar o que você quer. O sucesso é consequência e, em parte, sorte.

Cada uma dessas lendas poderia ter falhado, e falharam, mas cada uma delas continuou tentando até que as coisas começaram a dar certo. Gosto muito desta frase de Ray Kroc (o homem por trás do crescimento do McDonald's):

"A sorte é um dividendo do suor. Quanto mais você suar, mais sorte terá."

Eles se acham sortudos porque, de fato, tiveram sorte; circunstâncias conspiraram para alcançarem o extraordinário.

Porém, eu garanto que, se não fosse com a Nike, com o tênis profissional, com a Amazon, e assim por diante, cada um deles teria encontrado sucesso em outro lugar, empresa ou oportunidade.

Junte provas para que, quando a sorte chegar, você esteja preparado.

Se quiser assistir ao vídeo do Nadal, que ficou muito bom por sinal, é só clicar aqui.

Devagar é suave, suave é rápido

"O maior desafio para qualquer pessoa ambiciosa é reformular a desaceleração como uma parte essencial do seu desempenho, e não como uma recompensa pelo seu esforço."

– Sahil Bloom

É essencial entender o poder de desacelerar e ter paciência.

Sucesso na vida é um jogo muito longo para nossa mente entender e concretizar... 30, 40, 50 anos é tempo demais para termos uma visão clara e objetiva.

Por esse motivo, caímos na falácia de que devemos estar constantemente acelerados e correndo na máxima velocidade rumo ao nosso objetivo...

Ainda mais com a internet, onde a cada dia surge um novo milionário, um novo casamento, uma nova grande oportunidade.

Só que correr na máxima intensidade não é o que te faz completar a maratona da vida. Uma hora seu corpo cansa, sua mente fica exausta, e você acaba desacelerando por necessidade.

Eu falo muito sobre juros compostos, e ter a paciência para vê-los se acumulando é a fórmula do sucesso. Consistência ganha do esforço máximo todos os dias.

A tartaruga ganha a corrida da lebre; precisamos ser a tartaruga.

E sei que pode parecer contraditório com muitas mensagens que falo, mas não é. O ápice da aceleração é buscar prazeres imediatos, é se entregar aos vícios, porque, nesse caso, você está entregando seu corpo ao presente.

E um dia ele vai cobrar, ele sempre cobra. O jogo precisa deixar de ser sobre o próximo fim de semana, o próximo mês, e passar a ser sobre os próximos 5 anos.

Para muitos ao meu redor, pode parecer que hoje estou no meu sprint máximo, e o engraçado é que, finalmente, estou me dando tempo de descansar. Durmo melhor, descanso mais e produzo mais...

Trabalhar no domingo só é possível com energia restaurada porque, no sábado, às 23h, eu já estava na cama.

O que você precisa mudar na sua vida para desacelerar e, consequentemente, produzir mais?

O que você precisa deixar de lado para suavizar seu caminho sem comprometer a sua evolução pessoal e profissional?

Monte sua lista, foque nela, e lembre-se de que é uma maratona. Cada ano na máxima intensidade aumenta sua chance de cansaço lá na frente.

O motor da evolução

"A curiosidade é o motor da evolução; quem se abre para aprender transcende o saber estático, enquanto o arrogante se aprisiona na ilusão do conhecimento pleno. O verdadeiro crescimento pertence àqueles que mantêm a mente aberta e o coração humilde."

- Lucca Botelho

A curiosidade está dentre as habilidades que mais devemos cultivar em nossas vidas. Ela consegue transformar o trabalho mais chato do mundo em algo interessante, pois com uma perspectiva de descoberta, sempre há algo novo a aprender.

Ser curioso nos torna mais interessantes, abre portas incríveis e faz da vida um lugar mais divertido. Crianças se divertem tanto porque possuem o olhar da curiosidade em sua maior força...

Infelizmente, à medida que envelhecemos, esse olhar começa a se perder e, com ele, a chance de aprendermos mais.

Eu já tive sob minha gestão uma pessoa muito curiosa e totalmente crua de conhecimento, e outra extremamente desinteressada e soberba, mas com um bom nível de conhecimento.

É incrível a velocidade com que o curioso evolui e ultrapassa o desinteressado. Inclusive, o curioso hoje já está em cargos muito mais altos que o "sabe-tudo".

Ter a humildade de abrir os ouvidos e aprender está no topo das habilidades que temos que buscar desenvolver; ninguém é desqualificado se é curioso.

1 Filme: Chef

Onde assistir: Max

Nota IMDB: 7.3

Em Chef, Carl Casper (interpretado por Jon Favreau) é um renomado chef de Los Angeles que vê sua carreira chegar a um impasse.

Após um desentendimento público com um crítico gastronômico, ele decide largar seu emprego e embarcar em uma jornada transformadora: abrir um food truck.

Esse filme é uma excelente metáfora para o poder de desacelerar e redefinir o que significa sucesso.

Assim como na Insight de hoje, a jornada de Carl mostra que a felicidade não é alcançada pela correria incessante, mas sim pela paciência e pela satisfação que vem da consistência, da paixão e das pequenas conquistas ao longo do caminho.

É um filme perfeito para o domingo. Sugiro assistir e aproveitar dessa chuva (espero que tenha chovido aí também)

Até a próxima,

Lucca Botelho,

Co-Founder Insight Espresso

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